O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS realiza cursos sobre tecnologias sociais sustentáveis para a segurança hídrica no semi-árido





O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, nos períodos: 8 a 9 e 15 a 16 de novembro realizou 02 cursos sobre tecnologias sociais sustentáveis para a segurança hídrica no semi-árido, em sua área experimental na comunidade Riacho das Moças, município de Maturéia, estado da Paraíba. Os ventos contaram com o apoio da BrazilFoundation e parceria com a Central das Associações Comunitárias do Município de Cacimbas – CAMEC, através do Programa de Mobilização e Formação para Convivência com o Semi-Árido 1 Milhão de Cisternas Rurais. O primeiro evento, realizado nos dias 8 e 9 de novembro contou com a participação de representantes de 12 municípios da Serra do Teixeira (Desterro, Juru, Cacimbas , Princesa Isabel, Imaculada, Teixeira, Manaira, Livramento, Água Branca, Maturéia, Tavares e Taperoá), somando um total de 61 participantes sendo 44 homens e 17 mulheres. Os referidos eventos constaram de uma programação intensa com exposições, trabalho em grupos sobre temáticas voltas para a convivência com a realidade semi-árida, sustentabilidade, fundos rotativos solidários, etc., e, visitas diretas as tecnologias sociais existentes na área experimental, através de uma dinâmica de carrossel, ou seja, o público foi dividido em grupos para visitarem, em forma de rodízio, 04 das experiência existentes na área, cuja eficiência já foi comprovada no tocante a captação e manejo de água de chuva. O segundo evento, realizado nos dias 15 e 16 de novembro contou com participantes de 09 Municípios (Teixeira, Manaira, Tavares, Água Branca, Princesa Isabel, Juru, Cacimbas, Maturéia e Desterro), somando um total de 39 participantes, sendo 29 homens e 10 mulheres. A troca de informações e experiência foi um marco forte nos dois eventos. Dialogando entre si sobre o conteúdo apresentado e as experiências visitadas, o nível de satisfação dos participantes pôde ser registrado através da participação efetiva do público, até os últimos momentos de cada curso. Com essa dinâmica as lideranças comunitárias, assim como integrantes da agricultura familiar vão se descobrindo como atores sociais, fundamentais para incidir em mudanças na realidade onde estão inseridos, a partir dos potenciais existentes em suas próprias propriedades. Em termos de resultados para o processo de difusão, pode se registrar um grande interesse dos participantes por todas as tecnologias sociais visitadas, com destaque para o sistema de reciclagem de água servida, bomba d´água aro trampolim, captação de água em lajedo de pedra e armazenamento em cisternas, barramento de água de estrada e armazenamento em cisternas e, a cisterna com sistema de bóia para lavagem do telhado.

O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, conquista mais um prêmio de reconhecimento do trabalho que vem desenvolvendo

crédito: Idovino Merlo

30/10/08

Trabalho realizado no semi-árido da Paraíba é vencedor do Prêmio Fiema

Um economista de Teixeira, município distante cerca de 300 quilômetros de João Pessoa, na Paraíba, é o grande vencedor do Prêmio Fiema. O nome de José Dias Campos, concorrente na categoria Tecnologia Ambiental, foi revelado na cerimônia de entrega da distinção, na tarde da quinta-feira (30 de outubro). O trabalho vencedor foi desenvolvido no Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS) e tem como título Convivência com a realidade semi-árida, promovendo acesso à água, solidariedade e cidadania.

Além da iniciativa grande vencedora de José Dias Campos, outros nove trabalhos foram premiados, quatro mais na categoria Tecnologia Ambiental e outros cinco, na Educacional. O Prêmio Fiema foi criado com o objetivo de reconhecer as melhores iniciativas visando a minimização dos impactos ambientais e a promoção da sustentabilidade.

A cidade de Teixeira fica em uma zona rural no semi-árido da Paraíba. Na década de 70, ainda garoto, Campos sofreu com as conseqüências da seca. Marcado por isso, em 1994, após uma estiagem séria na região e sem espaço na sua área de formação para trabalhar, o economista ajudou na formação do centro. Ao ser anunciado como vencedor, o paraibano se emocionou. “Não sei como saímos de uma situação de fome chegamos até aqui, mas sei que tudo isso é algo grandioso”, disse.

A organização tem o objetivo de mostrar aos agricultores que a atividade pode ser sustentável. “No começo a questão ambiental não era tão forte. As pessoas tinham idéia que meio ambiente era só floresta, paisagem”.

O CEPFS tem um forte trabalho direcionado a ensinar aos agricultores a respeito da captação da água da chuva e como usá-la de forma eficiente quando ela não ocorre. “Não podemos acabar com a seca, mas podemos aprender a conviver com ela”, lembra Campos. A assessoria também visa a revelar outras formas que a água pode levar à qualidade de vida.

“Colocaram na cabeça dos agricultores que só quem tinha conhecimento adquirido na faculdade é que é bom. Tentamos mudar isso e fazer com que eles percebam que seus conhecimentos e idéias podem ser revertidos para o social, em sustentabilidade”, argumenta o vencedor do Prêmio Fiema. E prossegue: “Pobreza existe por falta de recursos, mas há formas simples de levantar fundos, promover o desenvolvimento sustentável. É preciso ensinar as pessoas que elas podem obter e gerir seus recursos. Isso é crescimento, desenvolvimento.”

Assessoria de Imprensa Fiema Brasil 2008


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