CEPFS RECEBE VISITA DE AGRICULTORES E TÉCNICO DO MUNICÍPIO DE GRANITO E ARARIPINA DO SERTÃO PERNAMBUCANO

O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS recebeu, no período de 17 a 19 de março/2009 a visita de uma delegação composta por 14 agricultores, dentre os quais, uma agricultora e também vereadora do município de Granito- PE. Além dos agricultores veio acompanhando a delegação uma técnica (Biológa/ Engenheira Agrônoma), da ONG Chapada – Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe, organização promotora da visita. A referida visita teve como objetivo o intercâmbio de experiências, numa perspectiva de reaplicação em escala interestadual. Os agricultores(as) do município de Granito do Sertão de Pernambuco estão sendo beneficiados pelo P1+2 – programa uma terra e duas águas gerenciado em nível nacional pela ASA Brasil e na região do Araripe pela ONG Chapada que é unidade Gestora Territorial do mencionado programa.

Os agricultores(as) tiveram a oportunidade de conhecer experiências relacionadas com práticas agroecologicas bem como no campo da captação e manejo de água de chuva. No município de Teixeira foram visitadas as comunidades de Riacho Verde, (propriedades dos senhores Solon Arruda e Assis Martins) e Fava de Cheiro (propriedade do casal Marcos e Maria) No Município de Maturéia foram visitadas as comunidades Monte Belo (propriedade do casal Lêla e Eduardo) e a área experimental do CEPFS na comunidade Riacho das Moças. Todos ficaram maravilhados com as experiências visitadas e motivados a socializarem em suas comunidades as tecnologias visitadas bem como as experiências organizativas. É importante destacar que os agricultores(as) visitantes destacaram o processo organizativo das comunidades visitadas como experiência de grande relevância para eles. Por ocasião da visita a área experimental, agricultores e técnicos que estavam visitando as tecnologias sociais sustentáveis lá existentes, também, participaram de uma matéria que a TV Paraíba estava fazendo para o Programa Paraíba Comunidade, exibido no domingo 22/março/2009, dia mundial da água.

A equipe do CEPFS ficou lisonjeada de ter acompanhado a visita, compartilhando o que vem sendo construído em parceria com as comunidades rurais, possibilitando, assim espaços de diálogo entre os agricultores e agricultoras, assim como entre os técnicos numa perspectiva inovadora.

A visita de intercâmbio é, sem sombra de dúvida, uma grande ferramenta de formação, onde as experiências desenvolvidas pelos agricultores e agricultoras, assim como pelas organizações se constituem conteúdo e subsidio para gerar o debate, qualificar as experiências, promover a auto-estima e empoderar famílias e comunidades. Ao mesmo tempo novos aprendizados são gerados com vistas a futuras inovações. É também a partir das visitas de intercâmbio que as tecnologias sociais de convivência com a realidade semiárida são difundidas em escala, comunitária, municipal, estadual, interestadual, etc.

No final da visita foi entregue um texto sobre Fundos Rotativos Solidários (manual de boas práticas de organização e gestão) à técnica da ONG Chapada, assim como 02 DVD,s sobre a experiência com o objetivo de permitir a continuidade do debate sobre as experiências visitadas por parte dos agricultores quando de volta as suas comunidade de origem.

CEPFS RECEBE VISITA DA EMBAIXADA DA FINLÂNDIA

O CEPFS recebeu no dia 04 de março a visita de Raisa Ojala e Cintia Araújo da embaixada da Finlândia. A visita foi parte da terceira etapa de um processo de seleção de projetos, lançado pela Embaixada da Finlândia, através de Edital do Fundo Finlandês para Cooperação Local, onde na primeira fase foram inscritos 418 propostas. Destas foram pré-aprovados, para uma segunda analise 50 projetos. Na segunda analise foram selecionados 05 projetos para serem visitados na terceira etapa de avaliação. O projeto “CONVIVÊNCIA COM A REALIDADE SEMIÁRIDA, PROMOVENDO O ACESSO A ÁGUA, SOLIDARIEDADE E CIDADANIA” inscrito pelo CEPFS foi um dos 05 selecionados para ser visitado pela equipe técnica da embaixada da Finlândia. Foram visitadas as comunidades Riacho Verde e Fava de Cheiro no Município de Teixeira e a área experimental do CEPFS na comunidade Riacho das Moças, Município de Maturéia – PB. No final do mês de março de 2009 a Embaixada da Finlândia informará por meio do seu site, www.finlandia.org.br, o resultado final da seleção e uma descrição dos projetos que receberão financiamento do Fundo Finlandês para Cooperação Local em 2009.

É mais um espaço que o CEPFS conseguiu ocupar, compartilhando sua experiência e, ao mesmo tempo, buscando captar recursos para dar continuidade ao seu trabalho com o propósito de gerar e aprofundar conhecimentos para a convivência na realidade semiárida, promovendo o acesso a água, como um direito humano, com solidariedade e cidadania.

CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIAÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS

O CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR E FORMAÇÃO SOCIAL – CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS EM PARCERIA COM AS COMUNIDADES RURAIS DOS MUNICÍPIOS DE TEIXEIRA E CACIMBAS.


O CEPFS realizou no dia 1 de dezembro, na sua área experimental, na comunidade Riacho das Moças – Maturéia – PB, uma oficina de avaliação das ações desenvolvidas, em vista do fortalecimento da agricultura familiar, em parceria com as comunidades rurais. Participaram do evento 36 pessoas, 19 homens e 17 mulheres. Além de três integrantes da equipe do CEPFS a oficina contou com participação de integrantes da CÁRITAS e da CAMEC como organizações parceiras. A avaliação feita pelas lideranças comunitárias é a de que já houve bastante avanço, principalmente, na parte organizativa, a partir das implementações de tecnologias sociais de convivência com a realidade semi-árida, dentre elas a experiência dos Fundos Rotativos Solidários. As lideranças destacaram que ainda há muitos desafios, dentre eles a posse da terra que, mesmo os que têm pouca terra hoje, aos poucos essa terra vai diminuindo com a estratificação por herança. Nesse caso surgem dois desafios: o primeiro provoca a família para ter um cuidado ainda maior com os recursos naturais, pois do contrário, em poucos anos terá esgotado o potencial produtivo da terra. O segundo diz respeito a um repensar as vocações dos filhos. Se todos forem assumir as mesmas atividades dos pais, poderá chegar a uma situação que a terra será insuficiente para produzir o sustento da família. Há também aqueles que não tem terra e, nesse caso, segundo as lideranças fica difícil desenvolver ações de estruturação das propriedades quando estas não são de legitima posse de quem nela está produzindo. Outro desafio marcante registrado pelas lideranças diz respeito ao fortalecimento da agricultura familiar, em termos de visão de futuro. De acordo com as lideranças há pouco ou quase nenhum interesse por parte dos jovens rurais de assumirem atividades de continuidade das experiências familiares na agricultura. Os que estão tendo acesso a estudo estão se preparando numa perspectiva de ocupar outros espaços profissionais, urbanos, com pouca ou nenhuma ligação com as atividades agrícolas. Sem dúvida é algo bastante preocupante. Um elemento abordado pelos participantes em relação ao fortalecimento da agricultura familiar, sem dúvida, está relacionado a assistência técnica e extensão rural adequada de tal maneira que as experiências dos agricultores e agricultoras experimentadores(as) possam ganhar evidência e, contaminar, no bom sentido da palavra, muitos outros agricultores. É notória a necessidade de uma contribuição efetiva para que os agricultores possam sistematizar suas experiências, de modo a permitir uma maior apropriação do conhecimento acerca do que estão fazendo, do que estão produzindo, numa perspectiva de empoderamento e maior valorização da agricultura familiar. O agricultor(a) só reconhece vantagem na produção que é vendida, que lhes dá resultado financeiro, monetário, enquanto que a outra parte da produção, de grande valor para a economia familiar, tanto no aspecto de promover a segurança alimentar e nutricional, assim como no tocante a saúde, de certo modo é esquecida, ou renegada a segundo plano, não tendo portanto o seu devido valor. Na medida em que o agricultor(a) familiar se apropriar dos mecanismos de sistematização do que está produzindo, com certeza irá dá um maior valor as suas experiências e poderá irradiar sua motivação positiva em relação a agricultura familiar para com outros colegas, promovendo assim a valorizar e por conseguinte fortalecimento da agricultura familiar.

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