O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, conquista mais um prêmio de reconhecimento do trabalho que vem desenvolvendo

crédito: Idovino Merlo

30/10/08

Trabalho realizado no semi-árido da Paraíba é vencedor do Prêmio Fiema

Um economista de Teixeira, município distante cerca de 300 quilômetros de João Pessoa, na Paraíba, é o grande vencedor do Prêmio Fiema. O nome de José Dias Campos, concorrente na categoria Tecnologia Ambiental, foi revelado na cerimônia de entrega da distinção, na tarde da quinta-feira (30 de outubro). O trabalho vencedor foi desenvolvido no Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS) e tem como título Convivência com a realidade semi-árida, promovendo acesso à água, solidariedade e cidadania.

Além da iniciativa grande vencedora de José Dias Campos, outros nove trabalhos foram premiados, quatro mais na categoria Tecnologia Ambiental e outros cinco, na Educacional. O Prêmio Fiema foi criado com o objetivo de reconhecer as melhores iniciativas visando a minimização dos impactos ambientais e a promoção da sustentabilidade.

A cidade de Teixeira fica em uma zona rural no semi-árido da Paraíba. Na década de 70, ainda garoto, Campos sofreu com as conseqüências da seca. Marcado por isso, em 1994, após uma estiagem séria na região e sem espaço na sua área de formação para trabalhar, o economista ajudou na formação do centro. Ao ser anunciado como vencedor, o paraibano se emocionou. “Não sei como saímos de uma situação de fome chegamos até aqui, mas sei que tudo isso é algo grandioso”, disse.

A organização tem o objetivo de mostrar aos agricultores que a atividade pode ser sustentável. “No começo a questão ambiental não era tão forte. As pessoas tinham idéia que meio ambiente era só floresta, paisagem”.

O CEPFS tem um forte trabalho direcionado a ensinar aos agricultores a respeito da captação da água da chuva e como usá-la de forma eficiente quando ela não ocorre. “Não podemos acabar com a seca, mas podemos aprender a conviver com ela”, lembra Campos. A assessoria também visa a revelar outras formas que a água pode levar à qualidade de vida.

“Colocaram na cabeça dos agricultores que só quem tinha conhecimento adquirido na faculdade é que é bom. Tentamos mudar isso e fazer com que eles percebam que seus conhecimentos e idéias podem ser revertidos para o social, em sustentabilidade”, argumenta o vencedor do Prêmio Fiema. E prossegue: “Pobreza existe por falta de recursos, mas há formas simples de levantar fundos, promover o desenvolvimento sustentável. É preciso ensinar as pessoas que elas podem obter e gerir seus recursos. Isso é crescimento, desenvolvimento.”

Assessoria de Imprensa Fiema Brasil 2008


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