CEPFS RECEBE VISITA DA EMBAIXADA DA FINLÂNDIA

O CEPFS recebeu no dia 04 de março a visita de Raisa Ojala e Cintia Araújo da embaixada da Finlândia. A visita foi parte da terceira etapa de um processo de seleção de projetos, lançado pela Embaixada da Finlândia, através de Edital do Fundo Finlandês para Cooperação Local, onde na primeira fase foram inscritos 418 propostas. Destas foram pré-aprovados, para uma segunda analise 50 projetos. Na segunda analise foram selecionados 05 projetos para serem visitados na terceira etapa de avaliação. O projeto “CONVIVÊNCIA COM A REALIDADE SEMIÁRIDA, PROMOVENDO O ACESSO A ÁGUA, SOLIDARIEDADE E CIDADANIA” inscrito pelo CEPFS foi um dos 05 selecionados para ser visitado pela equipe técnica da embaixada da Finlândia. Foram visitadas as comunidades Riacho Verde e Fava de Cheiro no Município de Teixeira e a área experimental do CEPFS na comunidade Riacho das Moças, Município de Maturéia – PB. No final do mês de março de 2009 a Embaixada da Finlândia informará por meio do seu site, www.finlandia.org.br, o resultado final da seleção e uma descrição dos projetos que receberão financiamento do Fundo Finlandês para Cooperação Local em 2009.

É mais um espaço que o CEPFS conseguiu ocupar, compartilhando sua experiência e, ao mesmo tempo, buscando captar recursos para dar continuidade ao seu trabalho com o propósito de gerar e aprofundar conhecimentos para a convivência na realidade semiárida, promovendo o acesso a água, como um direito humano, com solidariedade e cidadania.

CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIAÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS

O CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR E FORMAÇÃO SOCIAL – CEPFS REALIZA OFICINA DE AVALIÇÃO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS EM PARCERIA COM AS COMUNIDADES RURAIS DOS MUNICÍPIOS DE TEIXEIRA E CACIMBAS.


O CEPFS realizou no dia 1 de dezembro, na sua área experimental, na comunidade Riacho das Moças – Maturéia – PB, uma oficina de avaliação das ações desenvolvidas, em vista do fortalecimento da agricultura familiar, em parceria com as comunidades rurais. Participaram do evento 36 pessoas, 19 homens e 17 mulheres. Além de três integrantes da equipe do CEPFS a oficina contou com participação de integrantes da CÁRITAS e da CAMEC como organizações parceiras. A avaliação feita pelas lideranças comunitárias é a de que já houve bastante avanço, principalmente, na parte organizativa, a partir das implementações de tecnologias sociais de convivência com a realidade semi-árida, dentre elas a experiência dos Fundos Rotativos Solidários. As lideranças destacaram que ainda há muitos desafios, dentre eles a posse da terra que, mesmo os que têm pouca terra hoje, aos poucos essa terra vai diminuindo com a estratificação por herança. Nesse caso surgem dois desafios: o primeiro provoca a família para ter um cuidado ainda maior com os recursos naturais, pois do contrário, em poucos anos terá esgotado o potencial produtivo da terra. O segundo diz respeito a um repensar as vocações dos filhos. Se todos forem assumir as mesmas atividades dos pais, poderá chegar a uma situação que a terra será insuficiente para produzir o sustento da família. Há também aqueles que não tem terra e, nesse caso, segundo as lideranças fica difícil desenvolver ações de estruturação das propriedades quando estas não são de legitima posse de quem nela está produzindo. Outro desafio marcante registrado pelas lideranças diz respeito ao fortalecimento da agricultura familiar, em termos de visão de futuro. De acordo com as lideranças há pouco ou quase nenhum interesse por parte dos jovens rurais de assumirem atividades de continuidade das experiências familiares na agricultura. Os que estão tendo acesso a estudo estão se preparando numa perspectiva de ocupar outros espaços profissionais, urbanos, com pouca ou nenhuma ligação com as atividades agrícolas. Sem dúvida é algo bastante preocupante. Um elemento abordado pelos participantes em relação ao fortalecimento da agricultura familiar, sem dúvida, está relacionado a assistência técnica e extensão rural adequada de tal maneira que as experiências dos agricultores e agricultoras experimentadores(as) possam ganhar evidência e, contaminar, no bom sentido da palavra, muitos outros agricultores. É notória a necessidade de uma contribuição efetiva para que os agricultores possam sistematizar suas experiências, de modo a permitir uma maior apropriação do conhecimento acerca do que estão fazendo, do que estão produzindo, numa perspectiva de empoderamento e maior valorização da agricultura familiar. O agricultor(a) só reconhece vantagem na produção que é vendida, que lhes dá resultado financeiro, monetário, enquanto que a outra parte da produção, de grande valor para a economia familiar, tanto no aspecto de promover a segurança alimentar e nutricional, assim como no tocante a saúde, de certo modo é esquecida, ou renegada a segundo plano, não tendo portanto o seu devido valor. Na medida em que o agricultor(a) familiar se apropriar dos mecanismos de sistematização do que está produzindo, com certeza irá dá um maior valor as suas experiências e poderá irradiar sua motivação positiva em relação a agricultura familiar para com outros colegas, promovendo assim a valorizar e por conseguinte fortalecimento da agricultura familiar.

CEPFS participa do Workshop Criação de uma plataforma tecnológica para o desenvolvimento econômico sustentável do semi-árido Brasileiro: barreiras, soluções e oportunidades, promovido pelo Centro Clima da Universidade Federal do Rio de Janeiro e SouthSouthNorth (Sulsulnorte) .

O Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS, através de um membro da sua equipe executiva participou, no período de 25 a 26 de novembro, na cidade de Salvador-BA, do Workshop Criação de uma plataforma tecnológica para o desenvolvimento econômico sustentável do semi-árido Brasileiro: barreiras, soluções e oportunidades. O evento teve como objetivo identificar barreiras e possíveis soluções para o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica, incluindo estratégia de capacitação técnica adequada para a realidade do semi-árido nordestino.

O Workshop reuniu organizações, que tem experiência consolidada, no desenvolvimento de projetos de captação de água e agricultura no semi-árido nordestino. No primeiro dia do evento, as organizações tiveram a oportunidade de apresentar sua experiência, sendo que o tema principal, de cada apresentação, teria que estar relacionado com o propósito do Workshop. Ainda no primeiro dia, os participantes foram divididos em grupos, para que a partir das experiências apresentadas, pudessem refletir e elaborar possíveis propostas sobre os seguintes temas, pré-estabelecidos: Capacitação e suporte técnico; Ajuste tecnológicos e Manejo dos recursos naturais (sementes – fertilizantes – poliprodução).

O segundo dia foi destinado para o lançamento do projeto Identificação e Multiplicação de Melhores Práticas de Adaptação as Mudança Climática no Brasil. Na parte inicial(manhã) foram feitas algumas apresentações sobre as perspectivas de adaptação e mitigação à mudança do clima e qual o papel das agencias de cooperação e da sociedade civil em projetos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas no semi-árido brasileiro. Ainda na parte da manhã, foi apresentado o projeto Identificação e Multiplicação de Melhores Práticas de Adaptação as Mudança Climática no Brasil: objetivos, atividades, impactos e resultado esperado. Finalizando a parte matinal, foi apresentado o Projeto: Pintadas Solar: suas questões chaves, as lições aprendidas e os desafios existentes.

Como última atividade do Workshop, houve a premiação do projeto Pintadas Solar como um dos cinco vencedores do Prêmio SEED 2008. O referido projeto é desenvolvido no semi-árido baiano e consiste na implementação de sistemas de irrigação que permitem o uso eficiente de água e energia para expansão da agricultura de pequena escala, como fonte de geração de renda e segurança alimentar para a população local. O Prêmio SEED tem como objetivo identificar, promover e dá suporte a projetos inovadores que sejam desenvolvidos em parceria e tenham por objetivo melhorar a qualidade de vida, reduzir a pobreza e promover o manejo sustentável dos recursos naturais locais.

A avaliação que se faz é que a referida atividade foi uma oportunidade para compartilharmos abordagens inovadoras e empreendedoras para o desenvolvimento sustentável, criando ferramentas para uma ampla comunidade de empreendedores na área do meio ambiente além de suscitar subsídios para o planejamento de políticas públicas.

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