CEPFS realiza oficina sobre gestão dos Fundos Rotativos Solidários

 

2Na última sexta feira, 17 de março de 2017, com a participação de lideranças, membros de comissões comunitárias dos Fundos Rotativos Solidários, integrantes da equipe técnica do CEPFS, além de agricultores e agricultoras, o Centro de Educação Popular e FormaçãoSocial – CEPFS realizou em sua Área Experimental, uma oficina sobre Gestão dos Fundos Rotativos Solidários.

A atividade teve como objetivo qualificar o processo de gestão dos Fundos Rotativos Solidários, a partir da identificação das  potencialidades e reflexão sobre os desafios existentes.  Entre as temáticas abordadas merecem destaque a prestação de contas e as formas de transparência exercitadas pelos FRS. As discussões originaram-se a partir das experiências dos Fundos Rotativos, dos resultados do diagnóstico realizado pelo projeto Sertão Agroecológico e Solidário (financiado pela Misereor) e da sistematização anual dos FRS.

A realização de prestação de contas mensal, reuniões especificas com as famílias que fazem parte dos FRS e a definição de um planejamento, foram algumas das iniciativas destacadas pelos participantes que podem favorecer a transparência e qualificar a gestão.

O segundo módulo da oficina será realizado no mês de abril com o objetivo de construir ferramentas que contribuam para que os Fundos Rotativos possam pôr em prática um processo de gestão mais qualificado e transparente.

Na oportunidade, também foi feita a escolha das comunidades a serem beneficiadas com 03 cisternas destinadas ao armazenamento de água para o consumo humano, que serão financiadas pelo CEPFS em parceria com a fábrica de calçados Cas Plus Water.

A atividade foi realizada através do projeto Sertão Agroecológico e Solidário, financiado pela Misereor, em parceria com o projeto Sertão Ecológico e Solidário que tem o apoio financeiro do Fundo Socioambiental da Caixa.

 

CEPFS realiza Oficina de Sistematização de Experiências

1

Com a participação de jovens, de comunidades rurais dos municípios de Teixeira, Matureia e Imaculada, o Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS realizou nos últimos dias 4 e 5 de março, na comunidade Poços de Baixo, Teixeira, uma oficina sobre Sistematização de Experiências em Boletins.

No primeiro dia de oficina os jovens conheceram e aplicaram técnicas de comunicação para sistematização de experiências em boletins. Durante a atividade prática eles sistematizaram a experiência do Fundo Rotativo Solidário da comunidade Poços de Baixo. Na oportunidade visitaram a agricultora Maria José para a realização de entrevistas e captação de fotos. A entrevistada relatou aos jovens a diversidade de benefícios adquiridos pela sua família através do Fundo Rotativo.

“Através do Fundo Rotativo Solidário fomos beneficiados em diversas necessidades, meu esposo fez uma cirurgia no olho, eu fiz uma cirurgia na mama, reformamos o banheiro, construímos uma cozinha, um fogão, entre outros”. Enfatizou Maria José

No segundo dia de atividade foi apresentada a sistematização do boletim e em seguida os jovens discutiram sobre seus sonhos, as iniciativas que gostariam de desenvolver no campo e as dificuldades para a realização de seus ideais, apontando caminhos para melhoria da qualidade vida e permanência no campo.

A jovem Elisângela da comunidade São Francisco, Teixeira, destacou o preconceito vivenciado na infância quando estudava na cidade e a importância da educação contextualizada para a zona rural.  “Estudava na cidade e sofria muito preconceito por ser da zona rural, isso me intimidava e eu evitava interagir nas discussões em sala de aula e até repeti de série. Hoje tenho orgulho de ser do campo e vejo também que na zona rural o ensino é falho, nossos livros abordam outras realidades, queremos que valorizem o campo e que traga conteúdos voltados para a nossa realidade”.

Dentre as iniciativas que poderão contribuir para a permanência dos jovens no campo foram apontadas: implantação de pontos de comercialização de produtos agroecológicos; estruturação das propriedades para o desenvolvimento das atividades de caprinocultura, ovinocultura e piscicultura; implantação de tecnologias sociais para captação e armazenamento de água para produção de alimentos.

A atividade foi um momento importante para motivar a juventude para o processo de sistematização e divulgação das experiências desenvolvidas pelos agricultores e agricultoras de base familiar e perceber e refletir sobre os potenciais e as possibilidades que a região oferece.

CEPFS encerra o projeto Convivência com a Realidade Semiárida e comemora 7 anos de parceria com a Fundação Interamericana – IAF

1

Na última quinta feira (05/01), o Centro de Educação Popular e Formação Social – CEPFS realizou um encontro de encerramento do projeto Convivência com a Realidade Semiárida apoiado pela Fundação Interamericana – IAF.

A atividade contou com a participação de agricultores, agricultoras, equipe técnica do CEPFS, e avaliadores de indicadores sociais de projetos apoiados pela IAF.

Na oportunidade, os beneficiários falaram sobre a importância do projeto para a promoção da melhoria da qualidade de vida. Em sua fala o agricultor Silvio, da comunidade Ventania, município de Cacimbas, destacou a importância do Banheiro Seco para a sua família.

Fomos beneficiados com um Banheiro Seco, eu diria que receber essa tecnologia foi como um milagre, pois chegou em um momento que estávamos esperando o nascimento da nossa filha, e eu tinha uma preocupação muito grande de está com a mulher de resguardo, em uma casa sem banheiro. Chegou na hora certa! Todas as tecnologias na minha residência são importantes, mas eu tenho um apreço muito grande pelo banheiro, devido a serventia que tem pra gente e pela economia de água  que se faz”, destacou o agricultor.

O Projeto Convivência com o Semiárido beneficiou famílias de comunidades Rurais dos municípios de Cacimbas e Teixeira. Em Cacimbas o CEPFS executou o projeto em parceria com a Central das Associações Comunitárias do Município de Cacimbas e Região – CAMEC, já em Teixeira a parceria se deu com a União das Associações Comunitárias do Município de Teixeira – UNACT.

Este ano o CEPFS comemora sete anos de parceria com a IAF, através do apoio da fundação ao projeto Convivência com a Realidade Semiárida. Em entrevista José Dias Campos, coordenador executivo do CEPFS, falou da importância da parceria firmada com a IAF ao longo destes 7 anos.

Transformando o Sertão – Através do Projeto Convivência com a Realidade Semiárida, o CEPFS celebra 7 anos de parceria com a Fundação Interamericana – IAF. Qual a importância desta parceria?

José Dias – Foi um período de muito aprendizado, tanto na relação da equipe com os agricultores e agricultoras que fizeram parte do projeto como também com integrantes da IAF e o pessoal de apoio. Foi um processo de diálogo e construção bastante aberto que permitiu desenvolver apoios a iniciativas que estavam pedindo para nascer ou que já tinham nascido e por isso precisavam ser apoiadas, ou seja, realmente necessitavam de um suporte para desenvolver algum avanço.

Transformando o Sertão – Quais iniciativas foram desenvolvidas nas comunidades através do projeto?

José Dias – O projeto foi constituído por iniciativas práticas de estruturação das propriedades da agricultura familiar (cercados, apriscos, galinheiros, construção de cisternas, banheiros secos…), conjugadas com atividades de formação(oficinas, intercâmbios e seminários) com temáticas focadas na questão da convivência com o clima semiárido e desenvolvidas com uma abordagem participativa (promoção do encontro de saberes locais) de modo a promover os participantes como sujeitos ativos no processo de construção de mudanças. As iniciativas práticas de estruturação das propriedades também serviram para fomentar a experiência dos Fundos Rotativos solidários, como suporte para a promoção da sustentabilidade local.

Transformando o Sertão – Que resultados são perceptíveis como fruto das ações do projeto?

José Dias – Há muito aprendizado, as famílias participantes demonstram claramente mais capacidade para enfrentar as adversidades advindas das mudanças climáticas. Existem melhorias significativas na geração de renda. Também se registra a reaplicação e motivação para o desenvolvimento das iniciativas de convivência com o semiárido, desenvolvidas pelas famílias e apoiadas pelo CEPFS a partir da parceria com IAF.  Destaco um depoimento do Sr. José Pedro, agricultor, criador de caprinos e também presidente da Associação da comunidade Catolé da Pista que disse: “este projeto apoiado pela IAF veio para ajudar a quem não tinha nada, mas também apoiar quem já estava desenvolvendo alguma coisa e precisava de um apoio para avançar mais um pouco”. Ele destacou que foi um projeto participativo e que apoiou o que estava pedindo para ser apoiado, por isso há vários resultados positivos na melhoria qualidade de vida das famílias participantes. Mas, considero  que o mais forte, sem dúvida, foi a promoção da confiança das famílias em suas próprias capacidades.

Transformando o Sertão – Existe perspectiva de renovação de apoio da IAF aos projetos?

José Dias – Particularmente avalio que houve além da aprendizagem, por meio do relacionamento dos integrantes da equipe do projeto com integrantes da Fundação a construção de algo necessário e muito importante, nestes vários anos de parceria: confiança, e, sem dúvida, a partir dessa confiança há de ambas as partes interesse de dialogar com vistas à efetivação de novos apoios, de modo a ter condições para continuar promovendo o despertar de cidadãos e cidadãs, de agricultores e agricultoras experimentadores que habitam o semiárido a encontrar caminhos mais seguros, a partir da promoção do encontro de saberes locais para o uso sustentável dos recursos naturais, recursos estes tão importantes para a atual e futuras gerações e, exatamente por isso, precisam ser bem cuidados.

Páginas: 1 2 3 4 5 ... 97 98 Próximo